quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tom Hanks: "Filadélfia" (1993)



TOM HANKS (09/07/1056 – Califórnia, Estados Unidos)
Primeiro filme: “Trilha de Corpos” (1980)
Principais trabalhos: “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” (1984), “Quero Ser Grande” (1988), “Sintonia de Amor” (1993), “Filadélfia” (1993), “Forrest Gump – O Contador de Histórias” (1994), “The Wonders – O Sonho Não Acabou” (1996), “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), “Náufrago” (2000), “O Terminal” (2004), “O Código Da Vinci” (2006).
Indicações ao Oscar: 1988 – Melhor Ator: “Quero Ser Grande” | 1994 – Melhor Ator: “Filadélfia” – venceu | 1995 – Melhor Ator: “Forrest Gump – O Contador de Histórias” – venceu | 1999 – Melhor Ator: “O Resgate do Soldado Ryan” | 2001 – Melhor Ator: “Náufrago”.
Indicados em 1994: Anthony Hopkins por “Vestígios do Dia” (1993) | Daniel Day-Lewis por “Em Nome do Pai” (1993) | Laurence Fishburn por “Tina”(1993) | Liam Neeson por “A Lista de Schindler” (1993) | Tom Hanks por “Filadélfia” (1993).

“Filadélfia” (1993) foi o primeiro filme de um grande estúdio americano a discutir abertamente o problema da AIDS, que desde a década de 80 havia se transformado numa epidemia mundial, atingindo especialmente os homossexuais. Na trama do filme, Tom Hanks interpreta o advogado Andrew Beckett, que é sumariamente demitido da grande firma de advocacia onde trabalha quando seus patrões descobrem que ele tem AIDS. Ele então se alia a outro advogado, Joe Miller (vivido por Denzel Washington), para processar os antigos patrões por discriminação. Miller é um advogado de pequenas causas, e ligeiramente homofóbico, mas aos poucos passa a compreender a luta de Andrew e ambos se tornam amigos. Porém, complicações da doença podem impedir que Andrew veja o fim do julgamento.

É um drama sólido e bem conduzido pelo diretor Jonathan Demme, no seu primeiro longa após a consagração de “O Silêncio dos Inocentes” (1991). No entanto, por ser um trabalho de grande estúdio, e por ser o filme pioneiro a tratar desse tema delicado, “Filadélfia” não é tão ousado quando poderia, e do meio para o final se torna basicamente mais um “drama de tribunal”. Por exemplo: embora os personagens de Hanks e Antonio Banderas sejam amantes, no filme eles não trocam mais que uns abraços discretos. “Filadélfia” é um bom filme, e muito bem defendido pelos atores, mas sua discussão sobre homossexualidade e AIDS ainda é um pouco tímida.

Tom Hanks, até então, era mais conhecido como ator de comédias e já havia sido indicado ao Oscar alguns anos antes por “Quero Ser Grande” (1988). Com “Filadélfia”, provou que também era um ótimo ator dramático. O ator traz a sua usual simpatia para o papel de Andrew e sua atuação no filme é sensível e emocionante (a cena do personagem ouvindo ópera é um dos grandes momentos da carreira do ator). A dobradinha no Oscar um ano depois, com uma  nova vitória por “Forrest Gump: O Contador de Histórias” (1994), transformou o rapaz simpático de tantas comédias num dos maiores astros de cinema do mundo. Mas foi o grande trabalho em “Filadélfia” que promoveu uma virada na carreira de Tom Hanks.

por Ivanildo Pereira

Um comentário:

Karla López Ortega disse...

Maravilhoso ator, adoro seus filmes. É interessante ver um filme que está baseado em fatos reais, acho que são as melhores historias, porque não necessita da ficção para fazer uma boa produção. Gostei muito de Sully um grande filme de Tom Hanks não conhecia a história e realmente gostei. Super recomendo, o elenco é grande, muito bom trabalho.