sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tom Hanks: "Forrest Gump - O Contador de Histórias" (1994)



TOM HANKS (09/07/1056 – Califórnia, Estados Unidos)
Primeiro filme: “Trilha de Corpos” (1980)
Principais trabalhos: “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” (1984), “Quero Ser Grande” (1988), “Sintonia de Amor” (1993), “Filadélfia” (1993), “Forrest Gump – O Contador de Histórias” (1994), “The Wonders – O Sonho Não Acabou” (1996), “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), “Náufrago” (2000), “O Terminal” (2004), “O Código Da Vinci” (2006).
Indicações ao Oscar: 1988 – Melhor Ator: “Quero Ser Grande” | 1994 – Melhor Ator: “Filadélfia” – venceu | 1995 – Melhor Ator: “Forrest Gump – O Contador de Histórias” – venceu | 1999 – Melhor Ator: “O Resgate do Soldado Ryan” | 2001 – Melhor Ator: “Náufrago”.
Indicados em 1995: John Travolta por “Pulp Fiction – Tempo de Violência” (1994) | Morgan Freeman por “Um Sonho de Liberdade” (1994) | Nigel Hawthorne por “As Loucuras do Rei George” (1994) | Paul Newman por “O Indomável – Assim É Minha Vida” (1994) | Tom Hanks por “Forrest Gump – O Contador de Histórias” (1994).

Não foi surpresa que Tom Hanks chegasse em 1995 com mais uma indicação (a sua terceira), sobretudo porque o filme pelo qual ele concorreu havia conquistado tanto a crítica quanto o público com o seu jeito de contar uma história bastante peculiar de um modo bastante despojado. “Forrest Gump – O Contador de Histórias” (1994) já começa deixando claro a natureza singular de seu personagem, um garoto com deficiência física e mental que, ao longo de toda sua vida, se mostra não apenas totalmente devoto a uma paixão antiga como também presencia as situações mais importante da história dos Estados Unidos.

Forrest Gump, o personagem título do filme, é uma figura curiosa que apresenta um misto de sensações diferentes ao longo de uma trajetória muito díspar: o garoto miúdo e estranho que era sempre zoado e perseguido pelos colegas de escola descobre pouco a pouco habilidades elogiáveis, experimentando muito do que o mundo lhe pode oferecer, tornando-se às vezes fundamental para uma ou outra coisa. Talvez a maior dificuldade que o ator tenha enfretado seja não tornar seu personagem caricato, nem pendendo para o cômico histriônico nem para o dramático depressivo, ainda mais quando a história do personagem pode facilmente levar a qualquer um desses caminhos extremos. Outra grande eficiência do ator pode ser vista na sua capacidade de nos trazer para perto do seu personagem, tornando-o bastante carismático, mesmo com o risco de ele ser irritante devido à sua história “enfeitada” de reviravoltas e de adversidades excêntricas.

Surpreendentemente mesmo foi a vitória de Tom Hanks como Melhor Ator. Não quero com isso sugerir demérito por parte do ator, que, aliás, entrega uma interpretação bastante impressiva, fazendo valor tanto à sua indicação como ao seu prêmio. A surpresa se dá justamente porque no ano anterior Hanks já havia vencido pela sua atuação no filme “Filadélfia” (1993), o que o tornou o quinto intérprete a ser premiado consecutivamente, depois de Luise Rainer (Melhor Atriz: 1937, 1938), Spencer Tracy (Melhor Ator: 1938, 1939), Katharine Hepburn (Melhor Atriz: 1968, 1969) e Jason Robards (Melhor Ator Coadjuvante: 1977, 1978).

por Luís Adriano de Lima

Um comentário:

Kamila disse...

A década de 90 foi a década de Tom Hanks. Ele que foi o nome mais marcante, em termos de atuação, como comprovam os dois Oscars consecutivos que ele ganhou (algo raro de ocorrem em termos da premiação), por "Filadélfia" e "Forrest Gump"). Em relação ao filme de Zemeckis: gosto muito, especialmente pela forma como brinca com a história. E Forrest Gump é um daqueles personagens icônicos.