sábado, 22 de setembro de 2012

Categoria: Melhor Filme





Indicações:
1. Amor sem Escalas: Daniel Dubiecki, Ivan Reitman, Jason Reitman
2. Avatar: James Cameron, Jon Landau
3, Bastardos Inglórios: Lawrence Bender
4. Distrito 9: Peter Jackson, Carolynne Cunningham
5. Educação: Finola Dwyer, Amanda Posey
6. Guerra ao Terror: Kathryn Bigelow, Mark Boal, Nicolas Chartier, Greg Shapiro - venceu
7. Um Homem Sério: Joel Coen, Ethan Coen
8. Preciosa – Uma História de Esperança: Lee Daniels, Sarah Siegel-Magness, Gary Magness
9. Um Sonho Possível: Gil Netter, Andrew A. Kosove, Broderick Johnson
10. Up – Altas Aventuras: Jonas Rivera

2010 foi um ano de mudanças para a Academia. Foi quando eles sucumbiram um pouco às pressões populares e decidiram aumentar o número de indicados nesta categoria de 5 para 10. Tal mudança foi motivada devido à indignação geral provocada pelo ano anterior, quando o abismo entre o gosto da Academia e a preferência popular ficou completamente evidenciado. Grandes produções com evidentes méritos artísticos (leia-se “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) de ristopher Nolan) foram preteridos nas indicações a Melhor Filme em favor de filmes que despertaram pouco interesse como “Frost/Nixon” (2008) e “O Leitor” (2008). A repercussão dessa esnobada e a baixa audiência da cerimônia fizeram os responsáveis pelo Oscar temer pela primeira vez em anos, vislumbrando a irrelevância do prêmio caso nada fosse feito, e isso os levou a aumentar o número de indicados no ano seguinte.

Se o aumento no número de indicados teve o objetivo de incluir filmes mais populares na lista, naquele ano eles foram bem sucedidos. Foi uma relação muito eclética, que incluiu a muito querida animação “Up – Altas Aventuras” (de 2009, o óbvio vencedor como animação e que, em outros anos, se contentaria apenas com a indicação nesta categoria), o inesperado sucesso de ação e ficção científica “Distrito 9” (de 2008, este, sim, jamais disputaria o prêmio de Melhor Filme se as regras não tivessem mudado) e o drama esportivo “Um Sonho Possível” (2009), alavancado pela boa bilheteria. Eles se juntaram aos pequenos e independentes que sempre aparecem no Oscar, como o sofrido e impactante “Preciosa: Uma História de Esperança” (2009), o ótimo filme britânico “Educação” e a deliciosa “dramédia” estrelada por George Clooney “Amor Sem Escalas” (2009).

Maior destaque tiveram os filmes dos sempre iconoclastas Quentin Tarantino e Joel e Ethan Coen. “Bastardos Inglórios” (2009) tornou-se o mais aclamado de Tarantino desde “Pulp Fiction” (1994) e os Coen se mantiveram firmes no gosto da Academia com “Um Homem Sério” (2009), poucos anos depois da consagração de “Onde os Fracos Não Tem Vez” (2007). Mesmo assim, a disputa estilo Davi contra Golias cativou a imprensa e os cinéfilos. “Avatar” (2009) de James Cameron, a maior bilheteria da história e um dos mais impressionantes feitos técnicos do cinema, concorreu com o pequeno, tenso e sem concessões “Guerra ao Terror”, o primeiro filme sobre a recente guerra do Iraque a conseguir realmente impressionar a Academia. No confronto entre um dos filmes mais populares de todos os tempos e um que pouquíssima gente viu, o segundo levou a melhor. A vitória de “Guerra ao Terror” (2008) demonstrou que a Academia pode até ouvir o gosto popular, mas não se rende a ele facilmente.

por Ivanildo Pereira

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